Esta página é sobre um livro só: a Gramática da Língua Portuguesa, de Pasquale Cipro Neto e Ulisses Infante, publicada pela Scipione em 2008. A gente explica o que esse tipo de obra entrega de fato, para que tipo de estudo ele funciona e em que situações ele vai te frustrar. Se você já viu a comparação entre gramáticas e chegou até aqui, a pergunta agora é simples: este é o livro certo para o seu objetivo?
Como avaliamos este livro
Avaliamos este livro pelo que ele é: uma gramática de referência escolar assinada por dois autores conhecidos do ensino de português no Brasil, publicada pela Scipione em 2008. Nosso método aqui não é comparar candidatos — é medir três coisas. Primeiro, a coerência entre a proposta (gramática normativa organizada para estudo) e o uso real que o leitor vai fazer dela. Segundo, a distância entre ‘ler uma gramática’ e ‘aprender a escrever melhor’, que é onde a maioria das compras dá errado. Terceiro, a limitação de data: a edição verificada é de 2008, e isso importa para quem estuda para concurso ou vestibular com banca que exige texto atualizado. Não avaliamos preço, porque não verificamos preço. Não descrevemos sumário nem capítulos, porque não temos esse dado confirmado — e preferimos dizer ‘não sabemos’ a preencher linha com invenção.
O que você vai aprender
O sistema da norma culta do português organizado em blocos: as classes de palavras e seus usos, a estrutura da frase e da oração, e os pontos que mais derrubam gente em prova — concordância, regência, colocação pronominal, pontuação e emprego da crase. É o tipo de material que responde ‘por que é assim’ e não só ‘é assim’, o que faz diferença quando a questão da prova muda a formulação.
Para quem é
Estudante de ensino médio, vestibulando e candidato de concurso que precisa de uma gramática normativa organizada, escrita por autores com nome consolidado no ensino de português. Também serve para o profissional que escreve muito e quer um material fixo na mesa para tirar dúvida de regência, concordância e pontuação sem depender de resposta solta da internet. É um livro para quem aceita a lógica da norma culta e quer entendê-la de forma sistemática.
Para quem NÃO é
Não é para estrangeiro aprendendo português do zero — uma gramática normativa em português pressupõe que você já fala a língua e só precisa organizar o que sabe. Não é para quem quer método de conversação, exercício de fluência ou aprendizado progressivo tipo curso. Não é para quem espera ler do começo ao fim como se fosse um livro de leitura corrida: você provavelmente vai travar na terceira dezena de páginas e abandonar. E não é para quem procura discussão de linguística moderna, variação e uso real da língua falada — a proposta aqui é normativa, não descritiva. Por fim, quem estuda para banca que cobra redação de textos oficiais atualizados precisa checar se a edição de 2008 cobre o que a sua prova exige.
Nossa análise
O valor real deste livro está no par de assinaturas. Pasquale Cipro Neto e Ulisses Infante são nomes do ensino de português no Brasil, e uma gramática assinada por eles carrega uma expectativa concreta: explicação clara, exemplo bem escolhido, terminologia consistente. Isso não é detalhe. Gramática ruim é aquela que empilha nomenclatura sem mostrar a consequência prática da regra; a expectativa razoável aqui é a oposta — texto didático, feito para ser entendido por estudante e não só por especialista. É por isso que nossa nota é 8,0: perde ponto pela data da edição verificada (2008) e pelo escopo estritamente normativo, mas ganha em confiabilidade autoral e em utilidade duradoura como obra de consulta. A armadilha mais comum é de uso, não do livro. Muita gente compra uma gramática achando que vai escrever melhor por osmose, lendo capítulo atrás de capítulo. Não funciona assim. Gramática normativa é ferramenta de consulta e de estudo dirigido: você chega nela com uma dúvida específica ou com um tópico de prova em mãos, lê aquele trecho, resolve exercício sobre aquilo e sai. Quem usa desse jeito extrai muito; quem tenta ler do início ao fim costuma desistir e concluir, injustamente, que o livro é ruim. Uma observação honesta sobre a edição: os fatos que confirmamos apontam a publicação da Scipione em 2008. A norma gramatical do português não muda de ano para ano, e a maior parte do conteúdo de uma gramática desse porte segue plenamente válida. Mas se o seu edital ou a sua banca é sensível a atualização ortográfica e a exemplos contemporâneos, vale conferir esse ponto antes de comprar em vez de descobrir depois. Para o estudo geral do português, isso não é impeditivo.
Veredito
Vale, com uma condição clara sobre como você vai usá-lo. Se o seu objetivo é ter uma gramática normativa confiável na mesa — para estudar tópico a tópico, resolver dúvida de concordância e regência, e preparar prova de vestibular ou concurso —, a Gramática da Língua Portuguesa de Pasquale Cipro Neto e Ulisses Infante é uma escolha sólida, e a assinatura dos autores é a principal razão disso: são pessoas que passaram a carreira explicando português para estudante, não para colega de academia. A gente compraria. Agora, se você é estrangeiro aprendendo português, se quer melhorar a escrita sem estudar regra, ou se imagina ler a obra como se lê um ensaio, este não é o livro — você vai gastar dinheiro em algo que vai ficar fechado depois da segunda semana. E uma última nota de sinceridade: nenhuma gramática, por melhor que seja, substitui escrever muito e revisar o que você escreveu. Ela acelera e organiza esse processo; não o dispensa.
O Leitor Esperto participa de programas de afiliados, incluindo o Amazon Associados. Se você comprar por um link daqui, podemos receber uma comissão — sem custo adicional para você. Isso não influencia nossa avaliação: as críticas e ressalvas acima estão no texto justamente porque a gente prefere que você compre o livro certo a que compre qualquer livro. Preços e disponibilidade não foram verificados por nós e mudam sem aviso; confira sempre na loja.